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Apendicectomia

atualizado em: 09/28/2023
Tempo de Leitura: 3 minutos
Sumário

A apendicectomia é um procedimento comum para tratar apendicite aguda, em que é realizada a remoção cirúrgica do apêndice inflamado. Geralmente, a recuperação é rápida, principalmente se a cirurgia for minimamente invasiva.

APÊNDICE - Imagem Ilustativa

Introdução

A apendicectomia consiste em uma intervenção crucial para tratar a apendicite aguda, que é a inflamação do apêndice, uma pequena estrutura em forma de tubo no intestino grosso. 

A apendicite pode desencadear uma série de sintomas dolorosos e até mesmo potencialmente fatais. 

A seguir, falaremos mais sobre a apendicectomia, incluindo suas indicações, como funciona o procedimento, como é o pós-operatório e o que é importante saber antes de realizá-la. Fique até o final e tire suas dúvidas!

O que é a apendicectomia?

A apendicectomia é um procedimento cirúrgico que envolve a remoção do apêndice, um órgão em forma de tubo ligado ao ceco, a primeira parte do intestino grosso. 

Embora não tenha uma função clara no corpo humano, o apêndice pode ser propenso a inflamação, levando a uma condição conhecida como apendicite, que requer tratamento imediato, geralmente na forma de cirurgia.

Quando é indicada a apendicectomia?

A apendicite ocorre quando o apêndice fica obstruído, normalmente por fezes, resultando em inflamação. 

Isso pode causar sintomas notáveis, incluindo dor abdominal intensa, náuseas, vômitos e febre. 

Geralmente, a cirurgia de apendicectomia é indicada assim que a apendicite aguda é diagnosticada. 

A intervenção cirúrgica é crucial, uma vez que a inflamação pode progredir rapidamente, levando à perfuração do apêndice e à disseminação de infecções para a cavidade abdominal, o que pode ser potencialmente fatal.

Como funciona a cirurgia de apendicectomia?

O procedimento de apendicectomia é conduzido por cirurgiões especializados e geralmente é realizado sob anestesia geral. 

Existem duas abordagens principais: laparoscopia e cirurgia aberta. Na laparoscopia, pequenas incisões são feitas no abdome, por onde são inseridos tubos finos contendo uma câmera de vídeo e instrumentos cirúrgicos. 

Esses instrumentos permitem que o cirurgião visualize o interior do abdome em um monitor e remova o apêndice inflamado com precisão. 

A cirurgia laparoscópica é considerada menos invasiva e resulta em recuperação mais rápida.

Por outro lado, a cirurgia aberta envolve uma incisão maior no abdome. Após a incisão, o cirurgião tem acesso direto ao apêndice e pode remover o órgão inflamado. 

Embora seja uma abordagem mais tradicional, a cirurgia aberta pode ser necessária também em casos complexos ou quando a inflamação é grave.

Como é o pós-operatório de apendicectomia?

Após a apendicectomia, é provável que o paciente permaneça no hospital por um curto período para observação. 

A recuperação em casa varia de acordo com a abordagem cirúrgica utilizada e a resposta individual do paciente. 

Geralmente, o paciente é instruído a aderir a uma dieta líquida nos primeiros dias, progredindo gradualmente para alimentos sólidos conforme a tolerância. 

Cuidados com a incisão são essenciais, incluindo manter a área limpa e seca. O repouso é recomendado inicialmente, e atividades físicas intensas devem ser evitadas durante o período de recuperação.

O que é importante saber sobre a apendicectomia?

Reconhecer os sintomas da apendicite e buscar atendimento médico imediatamente é crucial. 

A detecção precoce e a apendicectomia oportuna podem evitar complicações graves. 

Antes da cirurgia, é importante discutir detalhadamente com o médico sobre o procedimento, incluindo os riscos e benefícios, para tomar uma decisão informada. 

A apendicectomia é geralmente considerada uma cirurgia segura, mas complicações podem ocorrer, como infecções ou reações anestésicas. 

Ao seguir as orientações médicas pós-operatórias, a recuperação pode ser rápida, permitindo ao paciente retomar suas atividades normais em pouco tempo.

Dr. Igor Lepski Calil
CRM: 130079
RQE: 100065 / 100066

Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP.
Fiz residência em Cirurgia Geral e Cirurgia do Aparelho Digestivo no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e em Transplante de Órgãos Abdominais no Hospital das Clínicas de São Paulo. Além disso, tive oportunidade de participar de uma Surgery Observation no Indiana University Hospital em 2012 nos Estados Unidos.
Meu foco é em casos complexos como Falência Intestinal, Transplante de Intestino e Multivisceral, além de Transplante de Fígado e Cirurgia Hepato-Bilio-Pancreática.

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