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Colectomia

atualizado em: 09/28/2023
Tempo de Leitura: 3 minutos
Sumário

A colectomia consiste na remoção cirúrgica de parte do cólon, quando este está afetado por condições como câncer ou doença inflamatória. A cirurgia pode ser parcial ou total e é realizada para aliviar sintomas e como tratamento de doenças graves.

INTESTINO - Imagem Ilustativa

Introdução

A colectomia consiste em um procedimento importante que visa tratar patologias no cólon, principalmente o câncer colorretal e as doenças inflamatórias deste órgão.

Essas alterações podem gerar sintomas como mudanças no hábito intestinal, sangramento retal, perda de peso não explicada, fadiga persistente, febre e dor abdominal. 

A seguir, falaremos mais sobre a colectomia, incluindo suas indicações, como funciona o procedimento, como é o pós-operatório e o que é importante saber antes de realizá-la. Fique até o final e tire suas dúvidas!

O que é a colectomia?

A colectomia é uma cirurgia que envolve a remoção de parte do cólon ou intestino grosso. 

O cólon desempenha um papel crucial na digestão e na absorção de nutrientes, e problemas como câncer colorretal, doença inflamatória intestinal, obstrução intestinal e diverticulite podem exigir a remoção cirúrgica de parte desse órgão. 

A colectomia é um procedimento complexo que visa melhorar a saúde e a qualidade de vida do indivíduo, embora possa exigir adaptações na dieta e no estilo de vida após a cirurgia.

Quando é indicada a colectomia?

A colectomia é indicada para tratar uma série de condições gastrointestinais que afetam o cólon. 

No caso do câncer colorretal, a colectomia pode ser necessária para remover parte do cólon afetado e prevenir a disseminação do câncer para outras áreas do corpo. 

Em doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn, a colectomia pode ser considerada quando outras opções de tratamento não proporcionam alívio dos sintomas. 

Obstrução intestinal grave ou diverticulite, uma inflamação dolorosa de bolsas na parede do cólon, também podem exigir a remoção de segmentos do cólon.

Como funciona a colectomia?

A colectomia pode envolver a remoção de uma parte do cólon (colectomia parcial) ou a remoção de uma extensão maior do órgão (colectomia total). 

A cirurgia pode ser realizada por diferentes abordagens, incluindo laparoscopia e cirurgia aberta. 

Na laparoscopia, pequenas incisões são feitas no abdome, permitindo a inserção de um laparoscópio e instrumentos cirúrgicos. 

Essa abordagem minimamente invasiva oferece recuperação mais rápida e menos dor pós-operatória. Já na cirurgia aberta, uma incisão maior é feita para acessar diretamente o cólon.

Como é o pós-operatório de colectomia?

Após a colectomia, o paciente pode precisar de um período de recuperação no hospital, especialmente se a cirurgia tiver sido mais extensa. 

A recuperação em casa pode levar semanas ou até meses, dependendo da complexidade da cirurgia e da saúde geral do paciente. 

A reintrodução gradual da dieta é essencial, começando com alimentos líquidos e progredindo para alimentos sólidos conforme a orientação médica. 

A reabilitação física pode ser necessária para auxiliar na recuperação e para restaurar a força e a mobilidade.

O que é importante saber sobre a colectomia?

A colectomia é uma intervenção significativa que requer uma compreensão dos benefícios e dos riscos associados. 

Discutir detalhadamente com o médico é essencial para tomar uma decisão informada. 

Após a cirurgia, o paciente pode encontrar mudanças na digestão e na eliminação de resíduos. 

A adaptação da dieta e do estilo de vida é necessária para otimizar o conforto e a saúde a longo prazo. 

Uma abordagem de equipe, incluindo médicos, especialistas em nutrição e apoio emocional, pode ser vital para uma recuperação bem-sucedida.

Dr. Igor Lepski Calil
CRM: 130079
RQE: 100065 / 100066

Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP.
Fiz residência em Cirurgia Geral e Cirurgia do Aparelho Digestivo no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e em Transplante de Órgãos Abdominais no Hospital das Clínicas de São Paulo. Além disso, tive oportunidade de participar de uma Surgery Observation no Indiana University Hospital em 2012 nos Estados Unidos.
Meu foco é em casos complexos como Falência Intestinal, Transplante de Intestino e Multivisceral, além de Transplante de Fígado e Cirurgia Hepato-Bilio-Pancreática.

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