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Litíase vesicular

atualizado em: 09/28/2023
Tempo de Leitura: 5 minutos
Sumário

A litíase vesicular, ou cálculos biliares, é a formação de depósitos sólidos na vesícula biliar. Causando dor abdominal intensa, especialmente após refeições gordurosas, essa condição necessita de tratamento. Mudanças na dieta e remoção cirúrgica da vesícula podem ser necessárias.

LITÍASE VESICULAR - Imagem Ilustrativa

Introdução

A litíase vesicular, também conhecida como cálculos biliares, refere-se à formação de depósitos sólidos na vesícula biliar. Esses cálculos podem se desenvolver devido a desequilíbrios na composição da bile, como níveis elevados de colesterol ou bilirrubina. 

A vesícula biliar é um pequeno órgão em forma de saco localizado abaixo do fígado. Sua função principal é armazenar a bile, um fluido produzido pelo fígado que auxilia na digestão de gorduras. 

Quando a pessoa ingere alimentos ricos em gordura, a vesícula biliar se contrai, liberando a bile no intestino delgado para ajudar na quebra e absorção adequada dos lipídios. A bile é composta por ácidos biliares, colesterol, bilirrubina e outros componentes. 

Além de armazenar e liberar a bile, a vesícula biliar também contribui para a concentração e espessamento da bile, tornando-a mais eficiente na digestão. Embora a vesícula biliar seja importante para o processo digestivo, ela não é um órgão vital, e a remoção cirúrgica da vesícula, conhecida como colecistectomia, pode ser realizada se necessário.

Nesse artigo, abordaremos em detalhes a litíase vesicular, incluindo causas, sintomas, diagnóstico e tratamento. Leia até o final e tire suas dúvidas!

Quais as causas da litíase vesicular?

A litíase vesicular, ou cálculos biliares, pode ter várias causas. As principais são:

  • Desequilíbrio na composição da bile: alterações na composição da bile, como altos níveis de colesterol ou bilirrubina, podem levar à formação de cálculos
  • Concentração de substâncias na bile: se a bile estiver excessivamente concentrada, devido à falta de líquidos, dietas ricas em gorduras ou jejum, há maior chance de formação de cálculos
  • Fatores genéticos: alguns indivíduos têm uma predisposição genética para desenvolver cálculos biliares
  • Obesidade: a obesidade está associada a um maior risco de litíase vesicular, provavelmente devido a alterações no metabolismo lipídico
  • Gravidez: durante a gestação, ocorrem alterações hormonais que podem aumentar a formação de cálculos biliares
  • Dieta inadequada: uma dieta rica em gorduras saturadas e pobre em fibras pode contribuir para a formação de cálculos biliares
  • Idade: a litíase vesicular é mais comum em pessoas acima dos 40 anos de idade

É importante ressaltar que a formação de cálculos biliares é um processo complexo e multifatorial, e várias combinações de fatores podem estar envolvidas.

Quais os sintomas da litíase vesicular?

A litíase vesicular pode apresentar diferentes sintomas, dependendo da sua localização e se estão obstruindo ou não o fluxo da bile. Alguns dos sintomas mais comuns incluem:

  • Dor abdominal: a dor geralmente ocorre na região superior direita do abdome, abaixo das costelas
  • Dor no ombro e nas costas: em alguns casos, a dor pode se irradiar para o ombro direito ou para as costas, especialmente entre as escápulas
  • Náuseas e vômitos: a presença de cálculos biliares pode causar desconforto gástrico, levando a náuseas e, em casos mais graves, vômitos
  • Indigestão e sensação de plenitude: algumas pessoas podem experimentar dificuldade em digerir alimentos gordurosos
  • Icterícia: em casos em que um cálculo bloqueia o ducto biliar comum, pode ocorrer icterícia, que é caracterizada pela coloração amarelada da pele e dos olhos
  • Mudanças na cor das fezes e urina: cálculos biliares podem interferir no fluxo de bile, resultando em fezes claras ou acinzentadas e urina escura

É importante ressaltar que nem todas as pessoas com cálculos biliares apresentam sintomas. Além disso, os sintomas mencionados também podem ser indicativos de outras condições médicas para além da litíase vesicular

Como é realizado o diagnóstico de litíase vesicular?

O diagnóstico da litíase vesicular geralmente envolve uma combinação de avaliação clínica, exames de imagem e análise dos sintomas. Os métodos comumente utilizados para diagnosticar a presença de cálculos biliares incluem:

  • Ultrassonografia abdominal: é o método de imagem mais utilizado para diagnosticar cálculos biliares
  • Colangiografia: é um procedimento em que um contraste é injetado nos ductos biliares, e as imagens são obtidas por radiografias ou por tomografia computadorizada (TC)
  • Ressonância magnética (RM): pode ser utilizada em casos em que a ultrassonografia não é conclusiva ou quando há suspeita de complicações adicionais

Além disso, exames de sangue podem ser solicitados para avaliar os níveis de bilirrubina e enzimas hepáticas, que podem estar elevados em caso de obstrução biliar. 

É importante ressaltar que cada caso é único, e o médico avaliará os sintomas, histórico médico e resultados dos exames para estabelecer um diagnóstico preciso de litíase vesicular

Como é realizado o tratamento de litíase vesicular?

O tratamento da litíase vesicular depende da presença de sintomas e do risco de complicações associadas aos cálculos biliares. As opções de tratamento incluem:

Observação

Se os cálculos biliares forem assintomáticos, o médico pode optar por não intervir e apenas monitorar periodicamente a condição. Isso é especialmente válido para cálculos pequenos e que não causam desconforto.

Mudanças na dieta

Em alguns casos, ajustes na alimentação podem ajudar a aliviar os sintomas. Isso inclui evitar alimentos gordurosos e picantes, além de fazer refeições menores e mais frequentes.

Medicamentos

Medicamentos podem ser prescritos para dissolver os cálculos biliares compostos principalmente de colesterol. Essa abordagem geralmente é reservada para cálculos pequenos e sem sintomas.

Colecistectomia

A remoção cirúrgica da vesícula biliar é o tratamento mais comum para litíase vesicular. É realizada por laparoscopia, um procedimento minimamente invasivo, ou por cirurgia aberta. A remoção da vesícula biliar não afeta significativamente a digestão, uma vez que a bile continua a ser produzida pelo fígado e direcionada diretamente para o intestino delgado.

A escolha do tratamento depende de vários fatores, como a presença de sintomas, o tamanho e a localização dos cálculos, bem como as condições gerais de saúde do paciente. É fundamental consultar um médico para avaliação e discussão das opções de tratamento mais adequadas para cada caso específico.

Dr. Igor Lepski Calil
CRM: 130079
RQE: 100065 / 100066

Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP.
Fiz residência em Cirurgia Geral e Cirurgia do Aparelho Digestivo no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e em Transplante de Órgãos Abdominais no Hospital das Clínicas de São Paulo. Além disso, tive oportunidade de participar de uma Surgery Observation no Indiana University Hospital em 2012 nos Estados Unidos.
Meu foco é em casos complexos como Falência Intestinal, Transplante de Intestino e Multivisceral, além de Transplante de Fígado e Cirurgia Hepato-Bilio-Pancreática.

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