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Tumores malignos do estômago

atualizado em: 09/28/2023
Tempo de Leitura: 4 minutos
Sumário

Os tumores malignos do estômago são crescimentos cancerígenos que se formam no revestimento interno do órgão. Podem causar sintomas como perda de peso inexplicada, dor abdominal e dificuldade na digestão. O diagnóstico e tratamento precoces é fundamental para a melhora do paciente.

Tumores malignos do estômago - Imagem Ilustrativa

Introdução

Os tumores malignos do estômago são crescimentos cancerígenos que se desenvolvem no revestimento interno do órgão. Esses tumores podem ser classificados em diferentes tipos, como adenocarcinoma, linfoma ou tumores neuroendócrinos, e representam uma condição grave que requer tratamento. 

Essa condição pode causar uma série de sintomas, como perda de peso inexplicada, dor abdominal, náuseas, vômitos, dificuldade na digestão e sangramento gastrointestinal. 

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para melhorar as chances de sobrevivência e reduzir as complicações associadas aos tumores malignos do estômago.

O estômago desempenha funções vitais no processo de digestão e absorção de nutrientes. Localizado no sistema digestivo, sua principal função é receber, armazenar, misturar e digerir os alimentos. O estômago produz ácido clorídrico e enzimas digestivas que ajudam a quebrar os alimentos em partículas menores, formando o quimo, que é liberado gradualmente no intestino delgado para ser absorvido. 

O bom funcionamento do estômago é essencial para uma digestão saudável, absorção adequada de nutrientes e manutenção do equilíbrio do organismo. 

Nesse artigo, abordaremos em detalhes os tumores malignos do estômago, incluindo causas, sintomas, diagnóstico e tratamento. Leia até o final e tire suas dúvidas!

Quais as causas de tumores malignos do estômago?

As causas dos tumores malignos do estômago podem ser multifatoriais e não são totalmente compreendidas. No entanto, existem fatores de risco conhecidos que podem aumentar a probabilidade de desenvolvimento desses tumores. 

Alguns dos principais fatores incluem infecção pela bactéria Helicobacter pylori, que está associada a um maior risco de câncer gástrico, histórico familiar de câncer de estômago, presença de pólipos no estômago, dieta rica em alimentos defumados, em conserva ou processados, consumo excessivo de sal, tabagismo, obesidade, exposição a certos produtos químicos e radiação prévia no abdome. 

É importante ressaltar que ter um ou mais desses fatores de risco não garante o desenvolvimento de tumores malignos do estômago, assim como a ausência deles não exclui a possibilidade. 

A interação complexa entre esses fatores de risco e predisposição genética pode desempenhar um papel na ocorrência desse tipo de tumor.

Quais os sintomas de tumores malignos do estômago?

Os tumores malignos do estômago podem apresentar uma variedade de sintomas, embora em estágios iniciais possam não causar, sendo assintomáticos. 

À medida que o tumor se desenvolve, podem surgir sinais de alerta, como desconforto ou dor abdominal persistente, perda de peso inexplicada, falta de apetite, náuseas e vômitos frequentes, sensação de plenitude após comer pequenas quantidades de alimentos, dificuldade em engolir, anemia sem causa aparente, presença de sangue nas fezes ou vômitos, fadiga e fraqueza.

No entanto, é importante observar que esses sintomas não são específicos para tumores malignos do estômago e podem estar relacionados a outras condições. 

Como é realizado o diagnóstico de tumores malignos do estômago?

O diagnóstico de tumores malignos do estômago envolve uma série de exames e procedimentos médicos. Inicialmente, o médico realizará uma avaliação clínica completa, incluindo a revisão dos sintomas e histórico médico do paciente. 

Em seguida, podem ser solicitados exames de imagem, como endoscopia digestiva alta, que permite a visualização direta do estômago e a realização de biópsias para análise do tecido. 

Além disso, exames de imagem, como tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RM) e ultrassonografia por EcoEDA, podem ser realizados para avaliar a extensão do tumor e se há metástases em outros órgãos. 

Exames de sangue e testes para a presença da bactéria Helicobacter pylori também podem ser realizados, caso haja suspeita de sua relação com o tumor maligno. A confirmação do diagnóstico é feita com base nos resultados desses exames e na análise patológica do tecido obtido durante a biópsia. 

O diagnóstico preciso é fundamental para determinar o estágio dos tumores malignos do estômago e planejar o tratamento adequado.

Como é realizado o tratamento de tumores malignos do estômago?

O tratamento dos tumores malignos do estômago é individualizado e depende do estágio do câncer, localização do tumor, saúde geral do paciente e outros fatores. 

As opções de tratamento podem incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapia-alvo e imunoterapia. A cirurgia é frequentemente realizada para remover o tumor e uma parte do estômago, podendo incluir a remoção de linfonodos próximos. 

A quimioterapia é utilizada para destruir as células cancerígenas através de medicamentos, enquanto a radioterapia usa radiação de alta energia para eliminar as células tumorais. 

A terapia-alvo e a imunoterapia são opções terapêuticas mais recentes, visando alvos específicos nas células cancerígenas ou estimulando o sistema imunológico para combater o câncer. 

Em alguns casos, uma combinação de diferentes abordagens é empregada. Além do tratamento direcionado ao tumor maligno do estômago, o cuidado de suporte e a melhoria da qualidade de vida do paciente também são considerações importantes durante o tratamento.

Dr. Igor Lepski Calil
CRM: 130079
RQE: 100065 / 100066

Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP.
Fiz residência em Cirurgia Geral e Cirurgia do Aparelho Digestivo no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e em Transplante de Órgãos Abdominais no Hospital das Clínicas de São Paulo. Além disso, tive oportunidade de participar de uma Surgery Observation no Indiana University Hospital em 2012 nos Estados Unidos.
Meu foco é em casos complexos como Falência Intestinal, Transplante de Intestino e Multivisceral, além de Transplante de Fígado e Cirurgia Hepato-Bilio-Pancreática.

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